Mundo
Lula da Silva acusa EUA de intervenções "não democráticas" na Venezuela e em Cuba
O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou hoje, perante dezenas de líderes da América Latina, Caraíbas e África que "não é democrático" o que os Estados Unidos fizeram na Venezuela e fazem com Cuba.
"Não podemos admitir que os outros pensem que são nossos donos. Vejam o que estão a fazer com Cuba neste momento, vejam o que fizeram com a Venezuela. Isso não é democrático", declarou Lula na sua intervenção no Fórum de Alto Nível da Celac e África, que se realiza em Bogotá.
O Presidente brasileiro questionou: "Em que parágrafo, em que artigo da carta das Nações Unidas se diz que o Presidente de um país pode invadir outro? Em que documento do mundo está escrito? Nem sequer na Bíblia", acrescentou.
Os 33 países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e 19 representantes africanos reúnem-se hoje em Bogotá para reforçar o seu compromisso com uma cooperação sul-sul.
A reunião fica marcada pelo apelo à "reconexão" entre as duas regiões e pela procura de uma agenda conjunta de desenvolvimento.
Nesse sentido, o Presidente do Brasil instou os países da América Latina e Caraíbas, assim como os africanos, a "enfrentarem unidos a herança colonial".
"Enfrentar unidos a herança colonial é a melhor homenagem que podemos prestar à nossa história partilhada", declarou Lula depois de também o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana, Samuel Okudzeto Ablakwa, ter pedido ao Fórum de Alto Nível da Celac e África apoio a uma resolução promovida por este país para declarar a escravatura como crime contra a humanidade.
Apesar de ter implementado diversas políticas públicas de igualdade racial, como as leis de quotas, "o Brasil ainda está longe de saldar a sua dívida com África por 350 anos de escravatura", disse Lula, ao lembrar que hoje se assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial.
O Presidente brasileiro questionou: "Em que parágrafo, em que artigo da carta das Nações Unidas se diz que o Presidente de um país pode invadir outro? Em que documento do mundo está escrito? Nem sequer na Bíblia", acrescentou.
Os 33 países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e 19 representantes africanos reúnem-se hoje em Bogotá para reforçar o seu compromisso com uma cooperação sul-sul.
A reunião fica marcada pelo apelo à "reconexão" entre as duas regiões e pela procura de uma agenda conjunta de desenvolvimento.
Nesse sentido, o Presidente do Brasil instou os países da América Latina e Caraíbas, assim como os africanos, a "enfrentarem unidos a herança colonial".
"Enfrentar unidos a herança colonial é a melhor homenagem que podemos prestar à nossa história partilhada", declarou Lula depois de também o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana, Samuel Okudzeto Ablakwa, ter pedido ao Fórum de Alto Nível da Celac e África apoio a uma resolução promovida por este país para declarar a escravatura como crime contra a humanidade.
Apesar de ter implementado diversas políticas públicas de igualdade racial, como as leis de quotas, "o Brasil ainda está longe de saldar a sua dívida com África por 350 anos de escravatura", disse Lula, ao lembrar que hoje se assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial.